Houve um tempo em que a inteligência do ser humano era medida pela quantidade de informação que ele carregava na memória. Atualmente, essa forma de pensar não faz mais sentido. As hierarquias do saber foram abaladas, e a distinção entre informação e conhecimento tornou-se ainda mais patente. A informação virtualizada está à disposição de qualquer um, e com uma nova dimensão de espaço e tempo. Não está reclusa nas bibliotecas e periódicos, não está sujeita aos horários fixos de programação dos serviços de broadcasting, tais como rádio e tv. Embora, cabe frisar, esses meios tradicionais ainda não possam ser abandonados – não é essa a intenção da cibercultura – a construção de conhecimento nos meios virtuais pode alcançar novos rumos. A multidisciplinaridade, tão evocada por educadores, é um conceito presente na própria estrutura da lógica de hipertexto e hipermídia. Com um clique no meio do texto, segue-se para outro caminho; uma leitura personalizada, onde o leitor tem o poder de escolher o aprofundamento em determinado item ou conceito, na hora mesmo da leitura. Há também fusão das possibilidades oferecidas pelos processos multimídia, tais como texto, arte gráfica, som, vídeo.